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Nick McCarthy do Franz Ferdinand lembra de algumas memórias emblemáticas da história das Copas

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por Alex Dunn,

Chegando ao fim de uma turnê mundial gigantesca de 18 meses, o guitarrista, tecladista, backing vocal e bom moço Nick McCarthy do Franz Ferdinand tirou um tempo na sua ocupada agenda para nos presentear com o que pra ele foi ouro na Copa do Mundo, dentro de um quarto de hotel espanhol.

A aclamada banda de rock escocesa diz estar trabalhando em um quarto álbum, mas McCarthy diz que está ansioso para colocar os pés para cima para ver como se desdobram os acontecimentos na África do Sul.

Tendo passado grande parte da sua formação na Alemanha, Nick admitiu que tem uma relação agridoce com seu lado nacional. Aqui o que pra ele foi ouro na Copa do Mundo.

Memórias da Copa do Mundo

Copa do Mundo de 2006 na Alemanha

Eu cresci na Alemanha, porque o meu pai trabalhou na indústria aeroespacial e ele conseguiu um emprego em Munique. Como um fã do futebol Inglês na Alemanha eu era sempre o excluído mas em 2006 foi a primeira vez que eu gostei de vê-los. Havia um sentimento eufórico de orgulho sobre o lugar, e acho que foi a primeira vez que eles foram capazes de se orgulhar de si mesmos por causa de uma história conturbada. Eles tinham um adversário decente naquela ocasião e o melhor momento foi quando eles bateram a Argentina nas quartas-de-final.  Foi realmente um momento especial para todo o país, e que eles poderiam curtir sem as conotações difíceis do passado.

Final da Copa do Mundo de 2002

Na época eu ainda não estava torcendo para a Alemanha por isso foi um momento muito doce  assistir o Brasil vencê-los na final de 2002, quando o Ronaldo marcou os dois gols. Oliver Kahn tinha sido a sua estrela ao longo de toda a competição. Ele salvou a equipe por toda a copa até a final o que tornou ainda melhor quando ele esteve em falta no jogo principal. Eu sou particularmente um pouco fã do Brasil também então eu sempre iria torcer por eles. Eu estava no Brasil quando eles deram o primeiro passo para sediar a Copa do Mundo – grande país.

O desempenho de Zidane na Copa de 1998

É sempre bom quando o país anfitrião ganha uma Copa do Mundo e essa não foi exceção. Sua infame cabeçada, que foi ótima por sinal, veio mais tarde. Suas performances aqui foram todas em prol do futebol. Não foi o maior dos torneios para ser justo, mas Zidane, especialmente na final, quando marcou duas vezes contra o Brasil, foi a exceção do começo ao fim. Eu sempre gosto que um anfitrião faça um bom show, por isso estava contente pela França.

A caminhada da Bulgária em 1994

Os búlgaros batendo a Alemanha e chegando entre os quatro na América foi simplesmente ridículo. Simplesmente não poderia acontecer – como poderiam os alemães super-eficientes serem batidos pela Bulgária? Eu adorei. O cara da Bulgária, que terminou artilheiro (Hristo Stoichkov), foi sensacional. Foi realmente mágico para uma equipe que veio do nada quase ganhá-la.

Carlos Valderrama

O meia colombiano foi um personagem e todas as Copas do Mundo precisam de seus personagens. Eu acho que ele só marcou uma vez no Mundial de 1990 – onde eu me lembro mais dele – contra os Emirados Árabes Unidos mas foi tudo pelo cabelo. Os colombianos tinham Rene Higuita, o goleiro excêntrico também. Acho que eles tem a fase de grupos se me lembro bem, da qual ninguém espera.

Michel Platini

Em 1986, minha eterna memória do México foi Michael Platini. Havia algo muito legal em relação a ele. Lembro-me dele marcando em seu aniversário também. Tudo nele era facilmente legal assim como a França chegou à semifinal. Platini era o jogador principal, mas depois houve, claro, dois gols de Maradona contra a Inglaterra que foram inesquecíveis, se bem que por razões inteiramente diferentes.

No palco para a final da Copa do Mundo de 2006

Nós não vimos na integra a cabeçada de Zidane em Marco Materazzi pois estávamos no palco no momento, na Itália. Nós tinhamos uma pequena TV montada no palco para assistí-la, enquanto um monte de garotos indies que não gostavam de futebol, olhavam distraídos. Era uma combinação estranha pra ser honesto. No momento a música Seven Nation Army do White Stripes parecia ter sido adotada por toda a Itália como um hino universal. Acho que eles de fato racharam o mainstream com ela.

Pierre Littbarski na Copa do Mundo de 1982

Trata-se do mais remoto que consigo me lembrar. Sendo um garoto na Alemanha na época o meu jogador favorito era Pierre Littbarski. Eu joguei na equipe local por anos e ele sempre foi o jogador por quem eu tinha um afeto. Era um lugar muito bonito para crescer e eu ainda tento voltar lá um par de vezes por ano. Ele era um jogador muito elegante, gostava de driblar e sempre era o favorito dos fãs. Ele jogou para o Koln mas eu me lembro mais dele na Copa do Mundo de 1982, quando a Alemanha Ocidental foi derrotada na final para a Itália.

Rodada rápida

Vencedores da Copa do Mundo?
Eu quero que ganhe um país africano, então Gana.

Artilheiro?
Lionel Messi.

Azarões?
Alemanha.

Até que ponto pode chegar a Inglaterra?
Quartas de final.

Gazza ou Rooney?
Gazza.

Pelé ou Maradona?
Pelé.

Three Lions ou World in Motion?
World in Motion.

Sentirão falta do Beckham?
Não. Tempo de seguir em frente.

Fonte: Sky Sports
Agradecimento: Natália Baffatto

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